Saúde Mental – Suicídio

No mês de setembro chamamos atenção a uma questão que vem crescendo na nossa sociedade, o Suicídio, e setembro o objetivo é conscientizar as pessoas sobre a prevenção do suicídio.

por Anaclaudia Ramos

Saúde Mental – Suicídio

No mês de setembro chamamos atenção a uma questão que vem crescendo na nossa sociedade: o suicídio. E esse mês tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre sua prevenção. Assim como levantar pautas de discussão sobre o tema dentro das empresas, estas que são constituídas e construídas por pessoas.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) nos apresenta alguns dados importantes:

Na faixa etária entre 15 e 35 anos, o suicídio está entre as três maiores causas de morte;
Em indivíduos entre 15 e 44 anos, o suicídio é a sexta causa de incapacitação;
Para cada suicídio há, em média, 5 ou 6 pessoas próximas ao falecido que sofrem consequências emocionais, sociais e econômicas;
Estima-se que o número de tentativas de suicídio supere o número de suicídios em pelo menos 10 vezes;
Diante dessas informações tristes e dolorosas, precisamos refletir sobre o que faz com que as pessoas cometam as tentativas e propriamente o suicídio.

Embora a depressão esteja sempre em evidência como causa do suicídio, ela não é a única causa. É importante ressaltar que existem outras doenças mentais que podem ser o gatilho para este ato:
transtornos mentais (depressão, personalidade, ansiedade…);
sociodemográficos (desemprego…);
psicológicos (perdas…);
condições clínicas incapacitantes (dor crônica, doenças orgânicas…).

As maiores características de causa do suicídio são a incapacidade mental, ocasionada por algum distúrbio e/ou doença mental, e o sofrimento, pois a dor interna é sufocante.

Dica: Se perceber que tem alguém mais queixoso que o normal, de atenção, converse e descubra se a queixa leva ao discurso de fim da vida. Ouça com carinho o que a pessoa tem a dizer, sem menosprezar o problema. Independente do que seja, converse e o direcione para que procure ajuda profissional, onde será falado sobre o assunto, além de iniciar o tratamento adequado para melhoria.

Peça ajuda, se precisar.
Ofereça ajuda, se puder.
Uma simples conversa pode mudar o mundo de alguém.

Fonte de consulta: Ministério da Saúde – Prevenção do Suicídio, Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. Brasil, 2006.

 

Ansiedade


Estamos vivendo em um momento em que grande parte da população está sofrendo do transtorno de ansiedade e alguns ainda sofrem com ataques de ansiedade.

A ansiedade é um transtorno que tem como principais características a dificuldade de relaxamento e uma excessiva preocupação com situações que ainda vão acontecer, ou seja, o medo do desconhecido.

Os sintomas mais comuns são a dificuldade de concentração, alterações de sono, irritabilidade e em muitos casos sintomas físicos como sudorese, taquicardia, dores de cabeça, dentre outros.

De forma intensa, todos esses sintomas causam prejuízos diretos, pois a constância atrapalha suas atividades diárias, sua vida profissional, pessoal e social.

Embora a ansiedade não seja uma causa direta de suicídio, deve-se ficar atento a quem apresenta os sintomas de ansiedade, pois trata-se de um sintoma que surgem em conjunto com outras doenças como a depressão e o pânico.

Dicas: O medo é protetivo, isso significa que ele existe para nos proteger, e nem sempre é possível silencia-lo. O que devemos fazer é dialogar com ele de forma racional, e através disso, fazer perguntas internas, afinal, racionalizar está na base de solução das coisas e situações.
Então através de perguntas como: “Eu estou com medo do que?”, “O que estou fazendo para cuidar disso?”, “Estou fazendo tudo que eu posso para resolver isso?”, racionalize o problema em que se encontra, encarando essa situação. Procure respostas e claro, busque ajuda profissional para te auxiliar nesse processo e torna-lo mais leve.

Não se negligencie, busque ajuda e construa um dia a dia muito mais saudável.


Tristeza


A tristeza é um sentimento que nos acomete por variados episódios que vivenciamos, acontecimentos específicos, como perdas de entes queridos ou a demissão do trabalho, por exemplo.

Sentir-se triste faz parte das nossas vidas, desde que não afete nossa produtividade, pois mesmo com o sentimento dentro de nós, conseguimos trabalhar ou realizar tarefas do dia a dia, podendo conviver com o sentimento por algumas horas ou dias.

Porém, a tristeza que não está associada a nenhum evento é perigosa e devemos tomar cuidado, já que é um indício de depressão.

Sendo assim, sempre que sentir-se triste, pense se algo realmente aconteceu. Se sim, ok. O sentimento é um recurso para lamentação, colocar as emoções para fora e não adoecer.

Mas se notar que a tristeza não está associada a nenhum evento ou motivo, é necessário cautela e atenção. Se possível, procure auxílio profissional e trate da melhor forma.

Dica: Se você está triste sem motivo, repense nisso, desvie sua atenção com uma música animada, saía deste lugar e não aceite a tristeza como escolha. Não deixe que esse sentimento evolua para uma depressão. Conte com o Eita! nesse processo, estamos aqui para te ouvir!


Uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas)
Existem muitos motivos que levam ao uso abusivo de substâncias lícitas e ilícitas, como os históricos de traumas, o desequilíbrio emocional, distúrbios mentais, perdas, separações, dentre outras. São questões que desencadeiam a agitação, irritabilidade ou entristecimento, fazendo com que o indivíduo busque uma fuga nas drogas.

A facilidade ao acesso a essas substâncias é enorme, e o convívio e o incentivo por pessoas que já são usuárias se torna uma motivação para a utilização.

A utilização exagerada causa relaxamento ou euforia, alucinações, ouvir vozes, tornando-se viciante, acarretando prejuízos gigantescos, afetando diretamente a saúde física e mental, e como consequência também a vida social, profissional, familiar e econômica.

Dicas: Ao sentir-se irritado, agitado ou triste, procure ouvir uma música, realizar alguma tarefa que te dê prazer, conversar com alguém, distraia sua mente. Assim, aos poucos se sentirá melhor. E claro, não deixe de buscar ajuda profissional.


Depressão


É preciso estar atento quando alguém ou você mesmo apresenta um sofrimento significativo, alterando sua vida laboral, social, afetiva por um longo período.
Veja alguns exemplos:
Perda de interesse em atividades rotineiras;
Sentir-se triste na maior parte do dia, todos os dias;
Dormir muito, ou pouco;
Sentir-se ansioso o tempo todo;
Sentir dificuldade de se concentrar;
Perda ou ganho de peso;
Sentimento de culpa ou inutilidade;
Estar sempre cansado, com pouca energia ou lento;
Estes fatores apresentados são alguns dos indícios da depressão e são sintomas que se agravam com o passar do tempo. A pessoa começa a apresentar dificuldades em executar suas funções, paralisando suas atividades, demonstrando inquietação e agitação, delírios e alucinações ou retardo psicomotor, ocasionando ideações de suicídio.
É fundamental que você esteja sempre atento aos seus sentimentos e sinais, assim como das pessoas ao seu redor. A depressão é paralisante e triste. Se for possível, ajude. Se for preciso, procure ajuda.

Dicas: Ao apresentar estes sintomas é fundamental a busca de ajuda profissional.
Se notar alguém mais queixoso do que o normal, de atenção identificar se a queixa leva ao discurso de fim da vida, ouça com atenção o que ele tem a dizer sem menosprezar o problema, independente do que seja e converse, direcionando para uma ajuda especializada, onde será falado sobre as questões e também iniciar o tratamento adequado para melhoria.